O candidato à Presidência da República do PL, senador Flávio Bolsonaro, e líderes da legenda organizaram um encontro hoje (11) com os postulantes ao Senado apoiadores de sua campanha para consolidar e alinhar as pautas da eleição e os assuntos prioritários para o próximo mandato na Casa.
Flávio conta com o apoio de 47 candidatos ao Senado, de vários partidos em diferentes estados. A primeira-dama Michelle Bolsonaro, candidata pelo Distrito Federal, esteve presente ao encontro e também participou de gravações. O candidato à Presidência alinhou com seus apoiadores temas em comum para apresentarem nas campanhas, como a questão da segurança pública, saúde, educação e economia.
“Vamos tratar de temas do Brasil, tratar das contas da saúde, que estão uma porcaria um monte de lugar. Vamos discutir a atualização da tabela SUS, discutir a mudança do currículo escolar, a formação de professores. Temos que discutir a internet para se tratar como infraestrutura. Todos vão ter aí canal direto para ajudar os seus estados. E vão encontrar na Presidência da República alguém sempre disposto e disponível para ajudar os cidadãos dos seus estados”, enfatizou.
O candidato à Presidência destacou a importância de um alinhamento com os senadores eleitos para aprovação das suas bandeiras de campanha. “O Senado é a casa que durante o governo do presidente Bolsonaro, tínhamos um placar mais apertado do que uma base mais consolidada. Não tenho dúvida de que o Senado a partir de 2027, com essa renovação de dois terços, vai ser um Senado ainda mais a centro-direita”, afirmou Flávio.
A defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi comentada. Durante coletiva à imprensa, Flávio perguntou aos candidatos presentes: “Vocês são a favor do impeachment do Alexandre de Moraes?”. A resposta veio em coro: “Somos! Com certeza”, responderam todos ao seu lado.
O senador também destacou que essa posição será cobrada de forma constante pelos eleitores conservadores na disputa eleitoral. “Eles vão ser cobrados nas eleições por isso. Não adianta querer dar canetada, ameaçar. Enquanto mantiverem esse inquérito das fake news aberto”, destacou.
Conhecido como Inquérito das fake news, a investigação está aberta desde março de 2019 no STF. Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, o caso é alvo de diversas críticas de parlamentares da direita pela sua longa duração.
Liberdade de imprensa
Ao tomar conhecimento hoje de outra decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, Flávio saiu do encontro para conversar com os jornalistas, além de servir churrasco aos profissionais que aguardaram o término da reunião.
“Quero me solidarizar com vocês pelo que aconteceu. O Alexandre de Moraes acabou de determinar a busca e apreensão na fonte de um jornalista no Maranhão. Talvez vocês não estejam sabendo ainda. Mas, minha solidariedade, porque o sigilo da fonte sempre foi algo sagrado. Então vejam o que está em jogo no país. Além de tudo, da própria liberdade de imprensa. Não tem nada que justifique um ministro do Supremo determinar a busca e apreensão numa fonte de um jornalista que fazia matérias denunciando o mau uso de equipamentos públicos, por parte do ministro Flávio Dino”, disse aos jornalistas.
O ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado na decisão como a fonte do jornalista Luís Pablo nas reportagens feitas contra o ministro Flávio Dino.
O candidato à Presidência do PL solicitou um “momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade e de arbitrariedade”.
Flávio alertou para o grave momento que o Brasil atravessa, a partir dessas decisões. “Qualquer ministro do Supremo que se sentir incomodado, determina a busca e apreensão na fonte de vocês. Que segurança a fonte de vocês vai ter para conversar e vocês fazerem o seu trabalho? É um momento grave que o Brasil está passando, e mais uma vez determinado pelo articulador político do Lula em Brasília, que é o Alexandre de Moraes”, destacou Flávio, pedindo aos jornalistas que cobrassem um posicionamento dos demais integrantes do Supremo. “É o momento de todo mundo se posicionar.”