“Agora não é mais esquerda contra direita; é quem quer mudança contra aqueles que não querem a mudança.” Essa foi a avaliação de Flávio Bolsonaro na manhã desta quarta-feira (7), em Brasília, ao receber oficialmente o apoio do partido NOVO para a sequência da campanha rumo à Presidência da República. Mais cedo, a Federação União Progressistas também já havia formalizado a adesão ao candidato do PL, que ficou na frente no 1º turno com mais de 56 milhões de votos.
“A mudança que você manifestou nas urnas nessas eleições é a mudança que a gente tá construindo aqui, em conjunto com vários partidos, pensando em uma só coisa: libertar o nosso Brasil”, complementou Flávio Bolsonaro. “Muitos, individualmente, já estavam caminhando comigo no 1º turno, mas agora é um momento ainda mais importante e há essa aderência oficial em conjunto de uma forma programática”, disse.
Flávio agradeceu o apoio formal de mais uma sigla partidária importante, a manifestação que já havia recebido do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema logo na segunda-feira após o 1º turno e destacou os importantes nomes que o NOVO reúne para ajudar na reconstrução do Brasil. “De verdade, é um partido que vem pra somar muito, não apenas agora nessa campanha, mas se Deus quiser também na construção do novo Brasil que virá aí porque eu vou fazer um governo enxuto, mas certamente com as melhores pessoas em cada pasta, em cada área, pra dar o seu melhor, porque o centro do poder vai ser o cidadão brasileiro”, afirmou.
Marcel van Hatten, eleito senador no Rio Grande do Sul pelo NOVO, disse que o partido está unido ao projeto de Flávio para derrotar o PT e recolocar o Brasil no rumo da prosperidade. “Por isso estamos aqui hoje, junto com toda a nossa bancada federal eleita, com os nossos senadores eleitos, para declarar oficialmente o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, para que a gente atinja esse objetivo, vença o PT e coloque mais uma vez o Brasil nos trilhos do desenvolvimento”, detalhou o senador, enfatizando o “crescimento expressivo” de seu partido que, no último domingo, elegeu 10 deputados federais e 3 senadores, além de 2 vice-governadores e 15 deputados estaduais.
Senador eleito pelo Paraná junto com Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol destacou a “era de injustiças” testemunhada atualmente pelos brasileiros e decretou o fim da hegemonia petista no país. “Nós temos vivido uma era de censura, de arbítrio, de prisões ilegais e indevidas. Uma era em que a própria grande imprensa reconhece a interferência de ministros nas eleições para favorecer um candidato. Nós vamos restabelecer no Brasil uma era de justiça, uma era de ordem, de respeito à lei e à Constituição, porque, sem ordem, não existe progresso. Nós estamos encerrando a Era Lula”, declarou.
Ao enfatizar o apoio incondicional do partido, Gilson Marques, representando a bancada federal do NOVO, ressaltou que “temos dois Brasis”, o Brasil de hoje, “onde você não consegue ir no supermercado” e o Brasil “com esperança de um povo que volte a ter poder de compra, que volte a ter liberdade”, destacou o parlamentar. “Essa esperança pode ser concretizada e a gente tem o dever de lutar para ela, no dia 25 (de outubro), voltando 22”, concluiu.
Marina Helena, eleita deputada federal em São Paulo, destacou que seu apoio representa o sentimento de mudança no país. “Ninguém mais vai parcelar a pizza no cartão. Então é por isso que a gente está aqui hoje, para vencer essa eleição."
Primeiro senador eleito da direita no Maranhão, Lahesio Bonfim representa o sentimento de mudança expresso no primeiro turno. “Venho de uma das menores cidades do estado do Maranhão, mas a cidade do Nordeste que deu a maior votação percentual ao bolsonarismo por três vezes consecutivas. Vim declarar apoio ao nosso candidato Flávio Bolsonaro, porque eu acredito, e não só eu, como o Brasil inteiro acredita que o futuro está aqui”, disse o senador eleito do NOVO.
Flávio ainda ressaltou a importância das pessoas voltarem às urnas no próximo dia 25 de outubro para confirmarem o voto pela mudança do Brasil e falou da “missão” em atrair aqueles que estão indecisos. “Converse com as pessoas que nos últimos quatro anos tiveram a sua vida piorada por causa do atual governo a darem a oportunidade para o novo, darem uma oportunidade pra um governo moderno”, finalizou.