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Em encontro com ministro de Bukele, Flávio Bolsonaro afirma ser o presidente “com coragem” que o Brasil precisa para enfrentar o crime

Na agenda com Gustavo Villatoro, Flávio antecipou a criação do Ministério da Segurança Pública exclusivo na política que devolverá às famílias brasileiras o direito de viver sem medo

Foto: Comunicação Oficial / Campanha Flávio Bolsonaro
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Em mais um importante avanço estratégico no planejamento de sua ofensiva nacional de enfrentamento ao crime organizado e repressão à criminalidade no país, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se reuniu, na manhã deste domingo (30), em São Paulo, com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador. Durante a reunião, Flávio expôs a Villatoro a crítica realidade do Brasil governado pelo PT e destacou as medidas bem-sucedidas do governo salvadorenho de Nayib Bukele como parte do modelo a ser adotado no país já a partir de janeiro de 2027.

“Foi uma reunião que nos inspirou bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz e firme para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos, como faz o atual governo”, explicou Flávio. Também participaram do encontro Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, e os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP).

Flávio aproveitou a oportunidade para antecipar que irá criar um ministério dedicado à segurança assim que assumir a presidência. “Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e também com as polícias municipais”, explicou, destacando ainda o papel da integração nacional para o enfrentamento à violência. “Vou ser um presidente muito municipalista, quero dar esse suporte não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder”, detalhou.

Em seu Plano de Governo Para o Brasil Vencer o Atraso, o eixo Brasil Sem Medo prevê que facções como o PCC e o Comando Vermelho serão enquadradas como organizações narcoterroristas, além da criação de 500 mil vagas no sistema prisional e da implantação de cinco novos presídios federais de segurança máxima inspirados no modelo de El Salvador.

“Tem pouco preso no Brasil. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular comece com, no mínimo, 8 anos de cadeia. Para que fique preso, não apenas seja preso”, declarou Flávio, que, em 2025, foi até El Salvador para conhecer de perto os avanços do país na segurança pública e visitou o presídio CECOT.

O candidato relatou ainda a avaliação feita por Villatoro sobre a capacidade de ser replicado no Brasil o modelo e as conquistas de El Salvador. “Eu falei pra ele que muita gente aqui no Brasil acha impossível acabar com as facções criminosas. Ele me disse que não é impossível, que fizeram em El Salvador, que é um país pequeno, mas muito pobre. E nós somos um país grande com muitas riquezas, não tem explicação para que as facções criminosas continuem dominando os territórios. Basta ter um presidente da República que tenha a coragem de enfrentá-los. E o Flávio Bolsonaro terá”, enfatizou o candidato.

Segundo Flávio, Villatoro também reforçou a importância de um forte alinhamento do Congresso com o Presidente da República para a aprovação da legislação necessária. “Como já começou a fazer aqui o nosso candidato ao Senado, o Guilherme Derrite como relator do projeto antifacção que hoje é uma lei já em vigor”, disse. E continuou: “No nosso governo, a legislação vai mudar. Os presídios vão deixar de ser escolas do crime e vão ser exemplo. Exemplo! Você, marginal que for preso, não vai sair rápido. Você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que você cometeu. E isso vai desencorajar muita gente a continuar praticando crime.”

O exemplo de El Salvador que inspira Flávio Bolsonaro no combate à criminalidade permitiu o alcance de números que, até poucos anos atrás, pareciam impossíveis. Em 2019, ano em que Bukele assumiu a presidência, a taxa de homicídio era de 54 por 100 mil habitantes, uma das mais altas do mundo. Após alguns anos, esse número despencou para menos de 2 atualmente, uma das mais baixas das Américas e entre as mais baixas do mundo.

Braço direito de Bukele na implementação das medidas contra a violência no país, Villatoro teve papel central no Plano de Controle Territorial para a retomada de regiões sob controle de facções. A medida também está entre as prioridades no plano de Flávio, que prevê ações de controle de territórios integradas a políticas públicas estruturantes, tecnologia, armamentos de última geração e valorização do policial.

Um Brasil Sem Medo

O plano de Flávio propõe uma estratégia nacional para enfrentar as facções criminosas e devolver às famílias o direito de viver sem medo. O eixo Brasil Sem Medo, integrante do Plano de Governo Para o Brasil Vencer o Atraso, prevê que a União assuma maior responsabilidade na coordenação do combate ao crime organizado. Facções como o PCC e o Comando Vermelho serão enquadradas como organizações narcoterroristas e combatidas com ações de inteligência para asfixiar fluxos financeiros ilícitos e o tráfico de armas e drogas. Para isso, também será criado o Sistema Nacional de Fronteiras, integrando Exército, Marinha, Aeronáutica e forças policiais para vigilância terrestre, aérea e portuária.

Os investimentos federais em segurança serão, no mínimo, duplicados. Consórcios e convênios com estados e municípios serão celebrados para incremento da inteligência, tecnologia, retomada de territórios, armamentos de última geração e valorização do policial. Entre as propostas também está a criação do Muralha Brasileira, com reconhecimento facial integrado aos bancos de dados criminais e a implantação de mais de 1 milhão de câmeras de monitoramento. As punições para roubo, furto e comércio de celulares roubados serão endurecidas, serão criadas 500 mil novas vagas no sistema prisional e construídos cinco novos presídios federais de segurança máxima.

O plano também propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o endurecimento da responsabilização de adolescentes a partir de 14 anos que cometerem crimes graves. Os agressores de mulheres sob medidas protetivas serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Estupradores e abusadores de crianças condenados pela Justiça poderão ser punidos com castração química, após aprovação de lei no Congresso. Feminicídio, estupro, abuso infantil e crimes hediondos terão as penas agravadas, sem o benefício da progressão de regime, e os recursos hoje dados às famílias de detentos serão redirecionados às famílias das vítimas. O conjunto de propostas inclui ainda a integração do Ligue 180, das delegacias virtuais, dos botões de emergência e das centrais de monitoramento.

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