O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, e ainda assim há brasileiro passando aperto para encher o carrinho. Parte importante da explicação está no caminho entre a lavoura e a prateleira. O custo logístico no Brasil é de 15,5% do PIB, quase o dobro dos 8,8% dos Estados Unidos. Essa diferença não fica no meio do caminho: ela chega ao preço final e é paga pela família.
Vamos criar os Corredores Logísticos Inteligentes, com foco direto na redução do custo de transporte, e ampliar o Seguro Rural, dando previsibilidade a quem planta: safra protegida é oferta garantida, e oferta garantida é preço estável.
Vamos também ampliar a capacidade de armazenamento das safras, hoje insuficiente para o que o país produz. Sem armazém, boa parte da colheita precisa ser escoada de uma vez, e o Brasil passa o resto do ano dependendo de estoque de terceiros, quando não de importação. O resultado chega à sua casa em forma de sobressalto: o preço que dispara na entressafra, o produto que some da prateleira, a mesma compra que custa uma coisa em um mês e outra bem diferente no seguinte. Com armazenagem, o alimento fica disponível o ano inteiro, e a conta do supermercado deixa de ser uma surpresa a cada visita.
Cada real economizado no frete é um real a menos no preço do arroz, do feijão e da carne. É assim que a produção do campo vira comida acessível na mesa da cidade.
Comida barata também é segurança alimentar: um país que produz o próprio alimento não fica refém do preço lá de fora. Hoje, porém, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que usa para produzir, e quando o preço dispara no exterior, é a comida que encarece aqui dentro. Vamos apoiar a produção nacional de fertilizantes, com os minerais que o Brasil possui, como o potássio e o fosfato, para que a mesa do brasileiro não dependa do que acontece do outro lado do mundo. Garantir que o Brasil produza o que come é garantir comida na mesa a preço justo.
Crédito que não afunda a família sair da dívida é o primeiro passo para juntar dinheiro
Milhões de famílias brasileiras trabalham o mês inteiro para pagar juros. O salário entra e sai quase todo para cobrir o rotativo do cartão, o cheque especial e o carnê atrasado. Não é falta de esforço: é o custo do dinheiro em um país onde o governo é o maior tomador de empréstimos, o que empurrou o país para a maior taxa de juros básica em 19 anos e, por consequência, pressionou o custo dos empréstimos para as famílias e as empresas.
Ao contrário das vergonhosas declarações dos ministros da Fazenda da atual gestão, os juros altos são consequência da dívida crescente. Juros menores não se decretam: conquistam-se com contas em ordem, e não há conta em ordem quando o governo gasta mais do que arrecada. Já quando as contas se organizam, o resultado aparece: o governo Bolsonaro praticou a menor taxa de juros média desde o início do Plano Real. Dados do Boletim Focus de outubro de 2022, antes da eleição, previam taxa selic cerca de 7 pontos percentuais abaixo do que se praticou em 2025 e 2026.
Ao estabilizar e reduzir a dívida pública, nosso governo vai criar as condições para que os juros básicos fiquem em linha com a média internacional e para que a inflação volte ao centro da meta. É o que permite que o crediário, o financiamento da casa e o capital de giro do pequeno negócio deixem de ser impagáveis.
Vamos também atacar o que empurra a família para a dívida. As apostas online consomem o dinheiro do mês antes mesmo de ele chegar em casa, corroendo a renda da população mais vulnerável. Vamos proibir o uso dos recursos dos programas sociais para apostas, porque dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas, e promover campanhas educativas e de conscientização sobre os riscos do endividamento com jogos. E vamos ampliar a orientação financeira, pela rede da CAIXA, para que o brasileiro aprenda a sair do vermelho, organizar o orçamento e começar a poupar.
O objetivo é simples e concreto: que o dinheiro que hoje escapa da família volte para dentro de casa.
Menos imposto no preço, conta de luz mais simples, comida mais estável e juros menores somam uma coisa só: o mesmo salário comprando mais. Para o aposentado, que vive de renda fixa e é o primeiro a sentir a alta de preços, isso é a diferença entre chegar ao fim do mês com o remédio comprado ou ter de escolher entre o remédio e o mercado.
Nada disso é abstração de economista. Poder de compra são as famílias que conseguem comprar o material escolar do filho. São os lares que põem carne no prato na todos os dias, e não só no domingo. É a família que, pela primeira vez em muito tempo, termina o mês com algum dinheiro sobrando — e é dali que começa a casa própria, o negócio próprio e o futuro que este Plano promete.