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Flávio Bolsonaro recebe apoio da Frente da Agropecuária, que fará a indicação do próximo ministro da Agricultura e Pecuária

Setor destaca que ficou de “joelho devido ao tamanho do problema financeiro” causado pela gestão incompetente do PT e desprezo de Lula com o agro

Foto: Comunicação Oficial / Campanha Flávio Bolsonaro
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Um dos principais motores da economia brasileira, o agronegócio representado pela bancada da Frente Parlamentar da Agropecuária (FAP) no Congresso declarou apoio para Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. O presidenciável destacou seu alinhamento com as pautas do agronegócio, como também anunciou que o futuro ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA) será definido por uma indicação da frente parlamentar.

Responsável por cerca de 25% de todo o PIB brasileiro, Flávio ressaltou seu comprometimento em defesa do agronegócio, além de sempre ouvir seus representantes para as decisões do futuro governo. “Com relação ao crédito, vou buscar reduzir sempre a taxa de juros para baratear o financiamento. Vamos fazer um governo responsável, trazer muitos investimentos em infraestrutura, ampliar a nossa capacidade de armazenagem para melhor negociar os preços das nossas commodities, não só aqui no Brasil, mas com todo o mundo”, disse.

O presidenciável também destacou a atenção para a agricultura familiar. “Não só com os produtores rurais, mas com os trabalhadores rurais também”, enfatizou. Flávio recordou que Jair Bolsonaro foi o presidente que fez “a maior reforma agrária da história desse país”, contabilizando a concessão de mais de 420 mil títulos de propriedades, entre rurais e urbanas. "são mais do que todos os governos do PT somados".

Flávio declarou que atuará fortemente para a redução da dependência brasileira de insumos que, a exemplo dos fertilizantes, estão suscetíveis à instabilidade internacional, “como essa guerra que está acontecendo na Rússia com a Ucrânia”.  O candidato reforçou seu compromisso com o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de biocombustível, garantindo uma menor dependência e impacto na variação do petróleo internacional.
  
“Então tudo com bioenergia, energia barata, vamos olhar com muita atenção esse setor, organizar a legislação que é uma grande colcha de retalhos hoje, vamos buscar sempre a redução da conta de energia e qualquer iniciativa do governo a partir de janeiro do ano que vem, sempre visando a redução do preço da energia, não só para o consumidor, mas também pro nosso setor produtivo”, detalhou.

Setor sofre nas mãos do Lula

Ao lado de representantes suprapartidários da frente parlamentar, Flávio destacou a diferença de seu tratamento e atenção ao agronegócio em relação à postura do presidente Lula. “É mais um setor que está sofrendo demais nas mãos do atual governo, que tem tratado como se fosse um inimigo. Estava lá (Lula) em Santa Catarina recentemente, dizendo que eles tinham que se ajoelhar aos pés dele em função do que ele acha que fez para o setor”, disse. O candidato recordou da declaração de Lula durante o primeiro turno que foi repudiada pelos representantes do agronegócio.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Pedro Lupion (PR) fez duras críticas à política de Lula para o setor, também lembrando da declaração do petista. “Se há alguém de joelho nesse país é o produtor rural, mas obviamente que não é para o atual presidente. Nós estamos de joelho devido ao tamanho do problema financeiro que o país nos colocou, que a economia brasileira se encontra e o resultado está aí”, destacou.

Lupion detalhou um cenário econômico desastroso e a falta de atenção de Lula com o setor. “Não só o produtor rural, mas o setor produtivo está completamente impedido de investir no país com os problemas macroeconômicos que nós temos. (São) R$ 11 trilhões de dívida pública, os números do déficit primário são absurdos.  Os juros estão muito altos e isso limita a qualquer capacidade de investimento. Nós temos uma realidade muito preocupante do crescente endividamento dos produtores. Todas as negociações que nós fizemos com o atual governo sobre o PL5122 (financiamento rural) e a renegociação das dívidas foram arquivadas por uma medida provisória que não atendeu sequer 12 por cento dos produtores. As 144 emendas que apresentamos ao relator e ao presidente da comissão foram rejeitadas. Vamos ter que refazer tudo isso”, destacou o presidente da frente parlamentar.

O deputado, ao lado de colegas da frente como a senadora Tereza Cristina (MS), que foi ministra da Agricultura do governo do presidente Jair Bolsonaro, descreveu que a política econômica de Lula inviabiliza o setor da agropecuária. “Estamos falando de um juro real para o produtor de mais de 20% e isso impede qualquer tipo de produção. Quando impede a produção, impede a geração de emprego e impede o crescimento econômico”, criticou Lupion.