A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma denúncia com fatos novos e gravíssimos que comprovam o recebimento de vantagem indevida por parte do presidente Lula.
A petição ao STF é fundamentada em reportagem com mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
As investigações revelaram que o "whisky" anteriormente agradecido por Lula não era um brinde protocolar, mas uma raríssima garrafa de The Macallan 1945 — safra do ano de nascimento do petista —, adquirida na Europa e transportada via Dubai a um custo superior a 80 mil euros (cerca de R$ 500 mil).
A equipe jurídica reforça o pedido de abertura imediata de Inquérito Originário pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em uma petição complementar ao STF.
Cronologia da extravagância
Segundo a peça jurídica, a sequência dos fatos expõe o modus operandi de favores e favorecimentos no Palácio do Planalto:
29 de outubro de 2024: Dois dias após o aniversário de Lula, o banqueiro Daniel Vorcaro determina a compra expressa do Macallan 1945, registrando expressamente em mensagem: "Preciso dar pro lula".
31 de outubro de 2024: A garrafa de meio milhão de reais desembarca no Brasil vinda de Dubai.
1º de novembro de 2024: No dia seguinte à chegada da bebida, o advogado do banqueiro entra em contato afirmando ter "um recado do MJ e do presidente".
04 de dezembro de 2024: Realiza-se uma reunião secreta e fora da agenda oficial no Palácio do Planalto entre Lula e o banqueiro, orientando-se o empresário a dizer "exatamente o que você quer" e a tratar sobre o comando de autarquia federal (Banco Central).
22 de janeiro de 2025: O presidente Lula volta a mandar abraços ao banqueiro e "agradece mais uma vez o whisky", demonstrando plena ciência do presente de luxo.
Questionado pela imprensa, Lula não negou o fato, esquivando-se com a declaração: "Eu não sei se deu, mas se deu, já bebi".